terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Aproveitando uma oportunidade


Algumas vezes Deus coloca oportunidades em nossa vida de forma que possamos progredir em nosso trabalho e alcançar a prosperidade. Isso foi o que aconteceu com Jacó e seus filhos quando emigraram para o Egito. Eles desejavam, principalmente, escapar da fome em Canaã, mas provavelmente também estavam buscando uma mudança. Assim, acabaram por transferir-se para outro local, basicamente a pedido de José. 
Mas, tão logo chegaram, as circunstâncias criaram uma oportunidade única. José deparou-se com um problema: como apresentar sua família, há muito tempo distante, ao faraó? O rei do Egito tinha uma
grande consideração pelo filho de Jacó, mas como ele reagiria quando soubesse que o patriarca e seus descendentes eram pastores de ovelhas? Essa atividade era uma abominação para os egípcios (Gn 46.34) e servia apenas para os escravos.

É possível imaginar a dimensão desta repulsa ao lembrar que, quando os irmãos de José retornaram em sua segunda jornada ao Egito, levando Benjamim com eles, foram obrigados a comer separados dos egípcios (Gn 43.32). Visivelmente, hebreus e pastores eram sinónimos na mente do povo do Egito.

José transformou suas inúmeras dificuldades em uma oportunidade. Ele instruiu seus irmãos a afirmarem corajosamente suas habilidades, em vez de menosprezarem suas ocupações. Ele sabia que o faraó jamais mudaria de opinião a respeito dos pastores, mas provavelmente o rei permitiria que a família vivesse dignamente em um local mais afastado. E foi exatamente assim que o plano de Deus funcionou (Gn 47.1-6). Além disso, o respeito do faraó por José fez com que o rei pedisse que a família de Jacó supervisionasse o seu próprio rebanho. Ele continuava a detestar os pastores, mas, quando a
questão era o cuidado com seus animais, o faraó claramente preferia que estes fossem tratados pelos parentes de alguém em quem muito confiava.

A designação foi ao encontro da habilidade e da experiência dos irmãos. Como muitos imigrantes no mundo hoje, eles tinham a vontade e a capacidade de fazer um trabalho que os nativos do país em que se encontravam achavam inaceitável. Como resultado, eles prosperaram naquela terra (Gn 47.27; Êx 1.7).


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