terça-feira, 2 de março de 2021

Marta, está distraída com muitas coisas.

Muitos irmãos e irmãs mais velhos têm a irritante tendência 
de assumir o controle, um hábito desenvolvido durante o crescimento. Podemos ver, 
facilmente, esse padrão em Marta, a irmã mais velha de Maria e Lázaro. Ela estava acostu-
mada a estar no controle. • 0 fato de que Marta, Maria e Lázaro sejam lembrados por sua 
hospitalidade, assume uma importância adicional, quando observamos que essa hospita-
lidade era um requisito social naquela cultura. Não receber alguém em sua casa era algo 
considerado vergonhoso. Aparentemente, a família de Marta cumpná bem esse requisito.
• Marta se preocupava com os detalhes. Ela queria agradar, servir, fazer as coisas certas. 
Talvez, sendo a mais velha, ela temesse a vergonha, se sua casa não correspondesse às 
expectativas. Ela tentava fazer tudo o que podia para se assegurar de que isso não aconte-
cesse. Como resultado, ela tinha dificuldade para relaxar e desfrutar da presença de seus 
convidados, e era ainda mais difícil aceitar a falta de cooperação de Maria, em todos os 
preparativos. Mas Jesus proporcionou uma gentil correção às prioridades de Marta, como 
anfitriã. A atenção pessoal que ela dava aos seus hóspedes devia ser mais importante 
que os confortos que ela tentava proporcionar-lhes. • Posteriormente, depois da morte de 
Lázaro, seu irmão, Marta correu para encontrar Jesus e expressou seu conflito interior, de 
desapontamento e esperança, diante da sua tardia chegada. Jesus mostrou que a con-
fiança dela era limitada demais. Ele não era apenas Senhor sobre a morte; Ele era a ressur-
reição e a vida! Momentos depois, Marta, uma vez mais, falou sem pensar, sugerindo que o 
corpo de uma pessoa morta há quatro dias já estaria em adiantada decomposição. A cons-
ciência que ela tinha dos detalhes às vezes a impedia de ver o quadro global; mas Jesus foi 
constantemente paciente com ela. • No último retrato que temos de Marta, ela está, uma 
vez mais, servindo uma refeição a Jesus e seus discípulos. Ela não deixou de sen/ir. Mas a 
Bíblia, desta vez, registra seu silêncio. Ba começara a aprender o que sua irmã mais jovem 
já sabia - que a adoração começa com o silêncio e com a disposição para ouvir.

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