segunda-feira, 19 de abril de 2021

Adoração e o jejum que Deus espera.

 O que você entende por adorar ao Senhor: participar de um culto na igreja, onde canta hinos, lê a Bíblia, recita orações, ouve um sermão e participa da ceia do Senhor? Todas essas práticas podem ser consideradas adoração, mas Isaías demonstra que a adoração genuína vai muito além (Is 58.6,7,9,10).

Nos dias do profeta, ao que parece, havia um grande número de pessoas religiosas, mas poucas agradavam de fato a Deus.

Elas afligiam a alma com jejuns, contentando-se em conhecer os caminhos de Deus, perguntando a respeito de direitos da justiça e participando dos cultos de adoração (Is 58.2,3). Entretanto, muito pouco dessa dedicação se transformava em atitude.

Ainda assim, o povo tinha a expectativa de que Deus respondesse às suas orações e lhes concedesse bênçãos. Por meio de Isaías, o Senhor afirmou que a verdadeira adoração não é apenas um ritual semanal, mas um estilo de vida, que pode ter início numa casa de oração, mas termina na praça pública.

Como essa adoração pública pode ocorrer nos dias de hoje? Qual seria o impacto disso na vida dos crentes, se ajudassem os famintos, os desabrigados, o prisioneiro, o trabalhador assalariado, o devedor, o pobre e as pessoas sem esperança? Não existe uma resposta fácil, mas algo fica claro. Como Isaías disse aos seus contemporâneos, não podemos ter expectativa de que Deus irá derramar bênçãos sobre seu povo se não estivermos fazendo o bem uns aos outros (Is 58.8,9,11,12).

Portanto, tudo o que tem início na adoração termina em serviço. Nos dias de hoje, isso significa que a igreja reunida para adoração aos domingos torna-se a igreja que irá servir de segunda a sábado, fora do templo. Os crentes “domingueiros" têm de continuar o trabalho durante a semana, edificando a comunidade. A adoração e o serviço são como um manto sem costuras.

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