sexta-feira, 4 de junho de 2021

A benção ou à maldição é uma escolha pessoal

"Se obedecerem aos mandamentos do Senhor, seu Deus, e andarem em seus caminhos, o Senhor os constituirá como seu povo santo, conforme prometeu sob juramento.  Assim, todas as nações da terra verão que vocês são um povo que o Senhor tomou para si e os temerão". ( Deuteronômio 28:9-10).

 O texto não diz que o povo deveria responder à declaração dessas bênçãos com "amém", como havia feito com as maldições. As maldições não eram proféticas, enquanto essa lista de bênçãos era a promessa profética de Deus daquilo que ele faria por seu povo, se eles honrassem seu compromisso com ele. 

As bênçãos de Deus são inteiramente fruto de sua graça, quer seu povo aprove-as e aprecie-as, quer não. Essas bênçãos elevariam Israel acima de todas as outras nações (Dt 26:19) e fariam de Israel uma "luz para as nações" (Is 49:6). Isso daria aos israelitas a oportunidade de falar a outras nações sobre o verdadeiro Deus vivo (Dt 28:10).

Devemos ter sempre em mente o motivo pelo qual o Senhor prometeu essas bênçãos maravilhosas. Em primeiro lugar, a nação de Israel ainda se encontrava em sua infância espiritual (Cl 4:1-7), e uma forma de ensinar as crianças é por meio de recompensas e de castigos. 

Essas bênçãos materiais eram a maneira de Deus lembrar seus filhos de que a obediência traz benefícios e a desobediência traz disciplina. No entanto, não demorou para os israelitas mais perspicazes perceberem que as pessoas perversas também estavam recebendo bênçãos, de modo que a fé era mais do que simplesmente ser recompensado (ver Sl 73; Jr 12:1-4; Jó 21:7-15).

Aos poucos, Deus ensinou a seu povo que sua obediência era um testemunho às outras nações (Dt 28:12) e que glorificava o nome dele. A obediência também construía um caráter piedoso no povo para que pudesse, de fato, constituir uma nação santa e um reino de sacerdotes.


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